Prefeitura de Manaus vai restaurar o antigo Hotel Cassina

O antigo Hotel Cassina, localizado na esquina das ruas Bernardo Ramos e Governador Vitório, no Centro de Manaus, passará por uma restauração. A obra será lançada nesta quarta-feira, 18, com a assinatura da ordem de serviço com a empresa vencedora da licitação, a Construtora Biapó.

Para quem não sabe, a Construtora Biapó é uma empresa especializada em restauro patrimonial. Foi ela que concluiu a reforma do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, inaugurado pelo prefeito Artur Neto em outubro de 2013, no aniversário de Manaus.

As obras de reforma do mercado municipal se arrastavam há oito anos, desde a gestão do prefeito Serafim Corrêa.

O restauro do Hotel Cassina obteve aprovação junto ao Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Após o lançamento do projeto de restauro, o prefeito Arthur Neto deve realizar uma visita às demais obras de revitalização do centro histórico em execução e que integram o programa “Manaus Histórica”, um dos eixos temáticos das ações planejadas em homenagem aos 350 anos da cidade.

A visitação será guiada pelo diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Cláudio Guenka, nas obras do Pavilhão Universal, na praça Adalberto Vale; ao prédio da antiga Câmara Municipal, na avenida 7 de Setembro; e na Biblioteca Municipal João Bosco Evangelista, situada na esquina da rua Monsenhor Coutinho com a praça Antônio Bittencourt.

Situado na antiga Praça da República, atual Dom Pedro II, em um prédio de dois andares, o Hotel Cassina teve como primeiro proprietário o italiano Andréa Cassina.

A referência mais antiga que existe sobre o início de suas atividades é um anúncio publicado no jornal Amazonas, de 1º de setembro de 1897.

Em 1905, o hotel já estava sob a gerência da empresa Luiz Pinto & Cia., quando passou por reformas e foi reinaugurado na véspera de Natal daquele ano, com uma nova denominação: Grande Hotel Cassina.

Devido ao declínio da economia gumífera em Manaus, o estabelecimento, outrora frequentado pelos barões da borracha, transformou-se em uma hospedaria e casa de jogos.

De Cassina, o hotel passou a ser chamado, popularmente, de Cabaré Chinelo, denominação que utilizou até o encerramento de suas atividades.

Atualmente, o prédio encontra-se em ruínas e somente as quatro paredes externas ainda permanecem de pé.

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